CÂMARA DE LOBOS - DICIONÁRIO COROGRÁFICO

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Cinema

 

A mais antiga tentativa conhecida de introdução do espectáculo do cinema, no concelho de Câmara de Lobos data de 1924, altura em que o Jornal da Madeira, 10 de Maio desse ano dizia que ia ser montado no passeio público da vila de Câmara de Lobos um écran para exibição de fitas cinematográficas ao ar livre. No Domingo anterior haviam sido feitas as primeiras experiências, a que assistiu grande concurso de povo, tendo dado bom resultado. Constava que este cinema seria explorado por uma empresa do Funchal.

A 1 de agosto de 1926 é inaugurado no Estreito de Câmara de Lobos a sala de cinema - Cinema Terraço, que funcionou durante dois meses. Funcionou no prédio onde mais tarde foi o armazém de vinhos da casa Veiga França, situado no Largo do Patim.

Em Agosto de 1935, havia sido estreado na vila de Câmara de Lobos um cinema ao ar livre. De acordo com o correspondente  de O Jornal em Câmara de Lobos: A primeira sessão foi concorrida, não tanto como era de desejar devido ao facto de o povo ignorar que havia espectáculo. A segunda então porque já foi anunciado com alguma antecipação em vários pontos desta freguesia, foi concorridíssima, acorrendo ao local espectadores de várias camadas sociais desta localidade. Era empresário desta iniciativa Quintino Quintal de Sousa ["O Jornal" de 31 de Agosto de 1935].

Em 26 de Outubro de 1935, o correspondente em Câmara de Lobos de "O Jornal" volta a abordar o assunto para dizer que têm sido extraordinariamente concorridas as sessões de cinema sonoro levadas a efeito na vila. O seu empresário não deu por perdido o seu tempo. Como se aproxima a época invernosa o Sr. Quintino resolveu proceder à cobertura do recinto onde exibem fita.

É provável, contudo, que esta iniciativa, tal como a de 1924, em Câmara de Lobos e a de 1926 na freguesia do Estreito tenha sucumbido pouco tempo depois.

No dia 8 de Abril de 1945, num acto que contou não só com a presença das autoridades, como também com mais importantes individualidades de Câmara de Lobos, inaugurar-se-ia em Câmara de Lobos, aquela que viria a ser a mais importante sala de cinema do concelho, o Salão Ideal [Comércio do Funchal, 16 de Abril de 1945].

Nos anos 60 do século XX, o cinema voltaria à  freguesia do Estreito de Câmara de Lobos,  primeiramente ao ar livre num terraço de um prédio pertencente a Francisco da Silva Freitas, onde, onde anos mais tarde funcionaria o Restaurante "As Vides" e, posteriormente, no interior de um armazém de vinhos pertencente à empresa vinícola Veiga França, onde, durante algum tempo e com alguma regularidade, uma empresa cinematográfica chegou a fazer projecção de filmes aos domingos.

 

 

Câmara de Lobos

Dicionário Corográfico
Edição electrónica

Manuel Pedro Freitas

Câmara de Lobos, sua gente, história e cultura