CÂMARA DE LOBOS - DICIONÁRIO COROGRÁFICO

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Artigo de Manuel Pedro Freitas sobre a história do Pico da Torre publicado no Jornal da Madeira de 4 de Janeiro de 1998

 

 

PIco da Torre

 

O Pico da Torre, também conhecido por Pico da Cruz, ou simplesmente por Pico, situa-se na freguesia de Câmara de Lobos, na encosta norte da sua baía. A sua denominação tem a ver com o sítio onde se encontra implantado - Torre - denominação essa por sua vez com origem provável na do morgadio da Torre Bela.

A partir dele tem-se uma panorâmica soberba não só sobre a baía de Câmara de Lobos, o mais importante "ex-líbris" do concelho, como também da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos e ainda de parte substancial do Funchal.

A este propósito, em 1901, dizia-se relativamente às belezas que se poderiam desfrutar deste pico, na altura também conhecido por Pico da Arruda: E quem subir o Pico da Arruda, em cujas faldas tem assento o maior grupo de casas, a que se dá o nome especial de Vila, para qualquer dos lados que volte o olhar terá patente o mais soberbo panorama. Para leste os matizes, variados, que o terreno acidentado apresenta numa dilatada extensão; do lado oposto o Cabo Girão elevado perpendicularmente a 660 metros acima do nível do mar, causando assombro a quem o examina da base, e duplicando a impressão se do cimo lhe forem medir a altura.

Para norte a cumiada das montanhas vestidas de arvoredo, cujo verde-escuro forma o carregado da pintura deste admirável quadro. E para o sul, como sepultada aos pés do observador, a denominada Vila, orlada de rochas negras e caprichosamente dentadas, que servem de baliza ao mar, e ante as quais se humilham as águas, temerosas da sua rude e sinistra perspectiva. Alongando estão a vista pelo mar, ora se observa nos confins do horizonte uma barca de velas içadas, semelhando antigo e solitário castelo num imenso Sahará, ora gigante vapor, avizinhando-se destas paragens confortáveis, parece na sua imperturbável carreira de escarnecer dos próprios elementos!

Nada mais agradável e poético do que ao descair da tarde ver as dezenas de barquinhos piscatórios, com as velas enfunadas, demandando o porto da Vila, como tímidas pombinhas a buscar asilo na morada predilecta. E nada nos pode tocar tanto a sensibilidade como ver o sol rastejando seus raios oblíquos pela face do mar, dando-nos o adeus de saudade ao transpor os umbrais do infinito! [1]

Esta particularidade, contudo, ao longo dos anos nunca pode ser convenientemente explorada, apesar das várias tentativas existentes para o fazer. Ultimamente contudo, tentaram-se de novo dar mais alguns passos nesse sentido, consubstanciados no alargamento do acesso ao local, de forma a permitir a circulação de transporte colectivo de passageiros e na idealização de um projecto urbanístico.

 

A Bateria do Pico

O Pico da Torre albergou em tempos um reduto de defesa de Câmara de Lobos, denominado de bateria ou forte do Pico. A referência mais antiga conhecida relativamente a esta bateria é de 1817, altura em que segundo Paulo Dias de Almeida uma peça de 12 ali se encontrava abandonada e sem reparo, peça essa que ali permaneceu nessas condições até 1981, altura em que foi recolhida para o museu da artilharia do GAG 2, em São Martinho [2].

Ainda que se coloque em causa a existência desta defesa [3], a verdade é que o próprio Paulo Dias de Almeida quando descreve a peça de artilharia aí existente confirma a sua existência ao dizer que lhe chamavam bateria do Pico.

Em 1852, João Fortunato de Oliveira confirma a existência do forte do pico da Torre quando, ao descrever o convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos, tece algumas considerações sobre a paisagem susceptível de poder ser observada a partir deste local e refere que ao chegarmos ao cimo do monte, e ao aproximarmo-nos da beira da pequena muralha que fora construída para um forte, parece que como por encanto se nos rasga aos olhos uma cortina, e vemos diante de nós uma paisagem encantadora e pitoresca que lá em baixo se nos estende aos pés - são telhados irregulares das casas da vila; é a longa mas estreita baía, cujas vagas azuladas e tranquilas vêm quebrar-se com longínquo murmúrio na pequena praia...[4], [5]

Por outro lado, num excerto de uma carta militar de data não especificada e publicada, em 1907, no Heraldo da Madeira [6], o pico da Torre encontra-se assinalado como pico do Forte, o que vem reforçar a ideia da existência de uma bateria neste local. Apesar do texto acompanhante da carta referir que na altura não existiam quaisquer vestígios do forte, não deixa também de assinalar a existência de uma velha peça de 12 e 1/2, enterrada no cimo do pico com a boca aberta para o céu.

Ainda relativamente a esta bateria ou forte, em 1879, o Diário de Notícias, a propósito dos limites de uma propriedade, em Câmara de Lobos, uma vez mais ao se referir ao pico do Torre, aponta-o como antigo forte do Pico [7].

 

O Cruzeiro da Independência

 

O pico da Torre está actualmente dotado de um cruzeiro da independência, símbolo das comemorações dos centenários, levados a efeito pelo Dr. Oliveira Salazar [8]. O lançamento da primeira pedra para a sua construção, bem como de uma caixa metálica contendo várias moedas de 10$00 e de 5 centavos e uma acta alusiva ao acto, teve lugar no dia 28 de Maio de 1941, por ocasião do 15º aniversário da Revolução Nacional.

De acordo com a acta de lançamento da primeira pedra do cruzeiro do Pico da Torre, aos vinte e oito dias do mês de Maio do ano de mil novecentos e quarenta e um, aniversário do XV ano da Revolução Nacional, neste sítio do Pico da Torre de Câmara de Lobos, compareceram o presidente da Câmara, professor Ângelo de Menezes Marques e os vereadores Srs. João Ernesto Pereira, Francisco Nunes Pereira de Barros Júnior e João Ricardo Ferreira César, Reverendo Vigário da freguesia, padre António Pinto da Silva e outras autoridades convidadas a assistir ao lançamento da primeira pedra para o levantamento de um cruzeiro, símbolo das Comemorações Centenárias, levadas a efeito pelo douto governo nacional da presidência do estadista Oliveira Salazar, que muito tem dignificado a Nação Portuguesa pelas medidas e providências tomadas dentro do patriotismo nacional. Este monumento representa para todos os munícipes a fé cristã, que há oito séculos se gravou no coração dos portugueses e perpetuará o reconhecimento para com Deus, que se dignou emprestar à governação um filho desta Pátria Portuguesa tão fidedigno que nos desvanece como irmãos. Esta acta vai assinada pela Comissão Administrativa da Câmara e por todos aqueles que estão presentes. Pico da Torre de Câmara de Lobos, 28 de Maio de 1941 [9], [10].

Ainda que sejam por demais evidentes as vertentes políticas deste empreendimento, a iniciativa da sua construção partiu da Acção Católica de Câmara de Lobos e fundamentalmente do seu assistente, o Pe. António Pinto da Silva. Contudo, foi a expensas da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, na altura presidida pelo Prof. Angelo de Menezes Marques que a obra se realizou.

Construído em pedra de cantaria, o cruzeiro possui na sua base  a inscrição: "Fundação-1140/Restauração-1640/Ano Áureo-1940/Mandado erigir pela Câmara Municipal de Câmara de Lobos" e foi solenemente inaugurado e benzido no dia 14 de Setembro de 1941. Do acto, presidido por Sua Exa. Reverendíssima, o Bispo do Funchal e à qual assistiram as mais altas individualidades políticas e religiosas locais e muito público, fez parte uma missa campal. As Bandas Municipal de Câmara de Lobos e Recreio Camponês, bem como elementos da Mocidade Portuguesa das escolas locais, providos de clarins e tambores tiveram a seu cargo a recepção das individualidades convidadas [11].

 

A construção de um miradouro

Dada a sua localização, o pico da Torre constitui um lugar privilegiado para a observação do centro da cidade de Câmara de Lobos e não só, apresentando-se por isso ao visitante como um ponto de paragem obrigatória, quer durante o dia, quer à noite, facto que fez com que desde cedo se fizessem sentir as suas potencialidades turísticas e, naturalmente, a necessidade de as explorar.

Com as obras de construção do cruzeiro da independência, a ideia de dotar o local de um miradouro ganha consistência e, em 1941, pela primeira vez ao que supomos surge na imprensa o propósito formulado pela Câmara de o construir [12], obra que, no entanto acabaria por não passar do plano das intenções.

Com o passar dos anos, novas ideias e projectos haveriam de surgir para este local, não só mais ambiciosos como também prevendo um maior aproveitamento turístico do local.

 

A construção de uma torre

e capela dedicada a Nossa Senhora do Coromoto

 

O primeiro deles, da iniciativa de um grupo de emigrantes da freguesia de Câmara de Lobos radicados na Venezuela e que, munidos pela devoção a Nossa Senhora do Coromoto, todos os anos reuniam esforços para celebrar na sua terra natal uma Missa do Parto.

Na sessão camarária de 8 de Maio de 1957, é presente um requerimento do padre António Pinto da Silva pedindo autorização para construir uma capela que ficaria integrada no património paroquial, no sítio do Pico da Torre. Ainda que no requerimento em causa não se refira a invocação da capela, nem se especifique a proveniência das verbas necessárias, é de supor que o orago seja Nossa Senhora do Coromoto e seria construída de acordo com um projecto com data de 20 de Abril de 1957, mandado elaborar pela colónia madeirense da América Central e do Sul.

De acordo com a memória descritiva do projecto na altura apresentado, a construção constaria de duas partes: por um lado, uma torre visitável que proporcionaria a quem a subisse um surpreendente panorama, facto que era entendido como de interesse turístico. Nessa torre seriam ainda implantados quatro relógios, um em cada face, que iriam ao encontro de uma necessidade grandemente sentida nas povoações em redor.

A outra parte da construção seria constituída por uma pequena capela erigida à Senhora do Coromoto da devoção da colónia madeirense da América Central e do Sul. A capela harmonizar-se-ia na sua forma com a torre e ligar-se-ia a esta por uma arcada.

O financiamento da obra seria levado a efeito com o produto de uma subscrição levada a efeito entre a colónia madeirense da América Central e do Sul e representaria, simultaneamente uma homenagem à Senhora do Coromoto, sua protectora e um monumento de amor e saudade pela sua terra natal [13].

A esta pretensão a Câmara deliberou solicitar um parecer ao arquitecto urbanista que muito provavelmente terá dado parecer desfavorável.

 

 

O segundo projecto

 

O segundo projecto turístico, destinado ao pico da Torre surge, em 1961, através do mesmo grupo de emigrantes de Câmara de Lobos.

Com efeito, em meados de 1961, uma sua comissão constituída por Sebastião de Abreu dos Santos, João Ferreira César Júnior, João Rodrigues de Aguiar e Manuel da Costa, solicitou autorização ao município de Câmara de Lobos para levar a efeito a construção de uma infra-estrutura turística no pico da Torre.

Este projecto da autoria do Arq. Nereus Fernandes incluía um salão de chá, provido de uma torre, um miradouro, um parque de estacionamento e ajardinação do local. Na opinião dos seus promotores, este projecto, para além de valorizar a zona constituiria um ponto agradável, sem que se perdessem as características naturais do ambiente, à disposição do visitante e do madeirense onde pudessem passar alguns momentos em contacto com a natureza [14], [15].

O tempo entretanto foi passando e o projecto, apesar de dotado de suporte financeiro, acaba por ser definitivamente inviabilizado, pese o facto de na sessão camarária de 13 de Janeiro de 1965, ter chegado a ser alvo de aprovação por parte do elenco camarário.

Gorada a iniciativa, haveria que dar alguma utilização aos fundos, até então recolhidos e que atingiam um montante aproximado de mil e trezentos contos. Assim, cerca de seiscentos contos foram entregues à Câmara Municipal de Câmara de Lobos que com tal verba construiu, no largo da República, um monumento ao emigrante e que seria inaugurado a 16 de Outubro de 1986; seiscentos contos destinaram-se à aquisição de uma imagem de uma Virgem para a paróquia do Carmo e cerca de cinquenta mil escudos foram utilizados na reparação de uma imagem de Nossa Senhora do Coromoto, padroeira da Venezuela, existente na igreja de São Sebastião, em Câmara de Lobos.

Como curiosidade refira-se que a torre existente no projecto destinar-se-ia à implantação de um relógio que pudesse ser visível em toda a freguesia. Aliás a ideia da colocação de um relógio no pico da Torre, tendo em vista essas mesmas razões, era já antiga e disso mesmo dado é conta, pela imprensa, em 1937 [16].

 

O terceiro projecto

 

Em 1973, a Câmara Municipal de Câmara de Lobos sente a necessidade de dar uma maior atenção ao pico da Torre e, na sua sessão de 23 de Maio de 1973, delibera encomendar ao Arq. Luís Pinheiro a elaboração de um projecto destinado ao seu arranjo urbanístico, que fica concluído em 8 de Novembro do mesmo ano.

De acordo com a memória descritiva e justificativa deste estudo, era na altura intenção da Câmara Municipal edificar um miradouro que beneficiasse de apoio de instalações sanitárias, bar e lojas para venda de artesanato local. Como complemento desse equipamento era, também desejo da Câmara ver aí funcionar um restaurante panorâmico que constituía motivo para maior atracção ao local. Apesar da sua realização estar fora das suas possibilidades, tanto no que se referia ao investimento como administração, a Câmara estaria na disposição de constituir um direito de superfície para o qual organizaria um concurso procedendo o adjudicatário à construção e equipamento do edifício. A cargo do adjudicatário ficaria a manutenção do conjunto, ainda que sob fiscalização e condições a estudar pela Câmara Municipal.

É claro que uma vez mais esta ideia não passaria do anteprojecto, a que não seria, provavelmente alheia a revolta do 25 de Abril de 1974 e a substituição dos responsáveis camarários.

 

O quarto projecto

 

No dia 9 de Março de 1989, 16 anos depois, a Câmara Municipal de Câmara de Lobos volta a se interessar pelo assunto e delibera convidar três arquitectos para elaborarem para o pico da Torre um novo anteprojecto de restaurante panorâmico, bem como dos arranjos urbanísticos dos arredores, tendo recaído a escolha no apresentado pelo Arq. Agostinho Xavier Andrade.

Este anteprojecto seria apresentado publicamente no dia 14 de Maio de 1993, por ocasião da inauguração do alargamento e pavimentação do caminho municipal do Pico da Torre.

O empreendimento previa a construção de um restaurante, de uma discoteca, de uma esplanada, jardins, estacionamento e miradouros sobre a baía de Câmara de Lobos e deveria ascender a  700 mil contos [17].

O restaurante desenvolver-se-ia em dois níveis, no sentido de tirar o máximo partido da vista e teria uma capacidade para 200 pessoas. Ao lado do restaurante seria construída uma esplanada, também com dois níveis e com uma capacidade para 60 pessoas. O projecto contempla ainda a instalação de elevadores panorâmicos.

Relativamente à discoteca, ela teria uma capacidade para 700 pessoas, 470 das quais sentadas e seria composta por uma área principal, com uma capacidade para 320 pessoas sentadas, um palco, uma pista de dança e varanda sobre o palco e por uma outra área com uma capacidade para 150 pessoas sentadas mas beneficiando de um ambiente mais reservado e calmo.

A enquadrar todo o ambiente seriam criados jardins providos de bancos, bebedouros e possivelmente quiosques para venda de produtos de artesanato. Tal como o anteprojecto de 1973, a sua concretização deveria ficar à responsabilidade de entidades estranhas à Câmara, cabendo no entanto a esta a cedência do direito de superfície.

Contudo, tal como os anteriores, este não viria a ter melhor sorte. Com efeito, apesar de de, na sessão camarária de 18 de Setembro de 1997, ter sido aprovado e submetido à Assembleia Municipal para rectificação, a abertura de um concurso para constituição de direito de superfície, destinada à concepção, construção e exploração desta infra-estrutura turística. A 30 de Setembro, a Assembleia Municipal rectifica a deliberação camarária e o respectivo anúncio é publicado no Diário da República III Série de 17 de Dezembro de 1997.

 

O quinto projecto

 

No dia 2 de Outubro de 2003, o Jornal da Madeira, dava conta de que Pico da Torre em Câmara de Lobos iria ser alvo de uma profunda requalificação, tendo sido para o efeito elaborado pelo arquitecto Fernando Pessoa e engenheiro Rui Vieira, um novo projecto, englobando espaços verdes, com zonas ajardinadas, mesas e cadeiras para pic-nics, uma loja de artesanato, uma cafetaria e sanitários.

O investimento, da responsabilidade da Câmara local, deveria atingir um custo de cerca de 500 mil euros e deveria ser colocado em concurso no início de 2004. O cruzeiro ali existente, alvo de muitas manifestações litúrgicas, seria integrado neste projecto, que previa ainda a criação de uma alameda, destinada a facilitar a realização de práticas religiosas [18].


Poços de abastecimento de água

Dada a sua elevação e potencialidades agrícolas das suas encostas, no cume do Pico da Torre, vários poços haveriam de serem escavados ou construídos, a fim de servirem de reservatórios de água para rega. Ainda que não dispondo de água própria, os proprietários agrícolas, faziam-na chegar até aos poços, através de canalizações fechadas, que partindo desde pontos mais altos localizados na encosta da freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, nomeadamente no Salão onde eram abastecidas através de levadas como a do Estreito, dos Terços e da Serra, apresentavam força suficiente para subir até ao cimo do Pico e abastecer os reservatórios, cuja água era depois utilizada na rega.

Esta particularidade seria aliás, mais tarde utilizada, para abastecimento de água potável à baixa camaralobense.

 

Reservatórios de água potável

Com efeito, o Pico da Torre alberga hoje dois reservatórios destinados ao abastecimento de água potável, construídos por volta de 1982 [19].

 

Obras de Requalificação

No dia 5 de Setembro de 2011, no Pico da Torre foram inauguradas obras de requalificação deste local, com recuperação e construção de novo mobiliário urbano - nomeadamente a construção de bancos corridos em betão - e a reformulação e recuperação do pavimento.
Além dos trabalhos de integração paisagística e criação de zonas verdes, a obra contemplou a implementação de nova iluminação pública, através de postes de iluminação metálicos e armadura embutida no pavimento.


[1]      CARVALHO, FA Bello. Câmara de Lobos. Novo Almanach de Lembranças Luso.Brazileiro para o ano de 1901. Lisboa, 1900, pág. 201-202.

[2]     CARITA, Rui. As defesas de Câmara de Lobos. Girão Revista de Temas Culturais do Concelho de Câmara de Lobos, nº5, 2º semestre/1990: 181-184.

[3]      CARITA, Rui. As defesas de Câmara de Lobos. Girão Revista de Temas Culturais do Concelho de Câmara de Lobos, nº5, 2º semestre/1990: 181-184.

[4]      OLIVEIRA, J. Fortunato. O Convento de São Bernardino. O Estudo, nº24, 26 de Junho de 1852, pág. 190.

[5]      O texto em causa encontra-se incompleto por falta de páginas do exemplar existente na Biblioteca Municipal do Funchal. A parte que faz referência ao convento de São Bernardino encontra-se reproduzida no nº 7 da revista Girão.

[6]      Heraldo da Madeira de 2 de Junho de 1907.

[7]      Diário de Notícias de 20 de Janeiro de 1879.

[8]     VERíSSIMO, Nelson. À volta de um cruzeiro. Girão-Revista de Temas Culturais do Concelho de Câmara de Lobos, nº4, 1º semestre/1990:144-145.

[9]      O Jornal, 30 de Maio de 1941

[10]    FREITAS M. Pedro. Acta de Lançamento da primeira pedra do cruzeiro do pico da Torre. Girão-Revista de Temas Culturais do Concelho de Câmara de Lobos, nº5, 2º semestre/1990: 224.

[11]    FREITAS M. Pedro. Em Câmara de Lobos, inauguração do cruzeiro do pico da Torre. Girão-Revista de Temas Culturais do Concelho de Câmara de Lobos, nº3, 2º semestre/1989: 109.

[12]     Diário de Notícias de 2 de Setembro de 1941.

[13]     Arquivo da CMCL. Construção de uma capela.

[14]     Jornal da Madeira do dia 5 de Julho de 1961.

[15]     CONFIRMAR: A encomenda daquele que julgamos ter sido o segundo estudo ou projecto data de 1960, tendo a opção da Câmara recaído sobre arquitecto paisagístico Nereus Fernandes. Na sua sessão de 26 de Julho de 1961, na presença desse estudo, a Câmara delibera encarregar o seu autor de elaborar o respectivo projecto. Apesar de constar do plano de actividades da Câmara para 1962 e de uma comissão de emigrantes camaralobenses, radicados na Venezuela, ter chegado a angariar meios para construir uma casa de chá e uma torre com relógio prevista no estudo, o projecto nunca chegou a avançar.

[16]     Diário de Notícias, na sua edição de 17 de Agosto de 1937.

[17]     Jornal da Madeira, 15 de Maio de 1993.

[18]     Jornal da Madeira, 2 de Outubro de 2003.

[19]     Na sessão camarária de 30 de Outubro de 1980 procedeu-se à abertura das propostas para o concurso da empreitada de construção de 2 reservatórios de 1000 metros cúbicos.

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Manuel Pedro Freitas

Câmara de Lobos, sua gente, história e cultura